Verde, laranja, vermelho. Parei meu carro num cruzamento. Uma criança se aproximou. Incomoda-me ter que fechar a janela, mas o fiz. Segurança, claro. Medo, talvez. Comecei a analisar. Uma opção? Acredito que não, quiçá uma condição. Então pensei: Exclusão social? Acesso à educação? Saúde? Segurança? Justiça? Pago impostos! Cadê o Estado? Vejo a criança se aproximar de outro carro. Continuei a pensar. Com certeza o Estado nunca bateu à sua porta para oferecer tais condições. Condição sine qua non à sobrevivência de qualquer ser humano. Ela nunca vai saber quem é o Estado. Vai. No futuro, adulta, mas vai. Quando cometer um crime. Aí o Estado vai bater à sua porta. E vai preparar uma grande "festa". Com direito a tudo. Oficial de justiça para citar. Promotor para acusar. Defensor público para defender. Juiz para julgar. E muitos chamarão esta "festa" de (in)justiça.
[Christianno Augusto - Inspirado na música Cidadão de Papelão]
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
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Post arretado.
ResponderExcluirMúsica boa. Pra refletir mesmo.
Abração!